5 atitudes que impedem o sucesso de iniciativas de transformação




Ao longo da carreira, tive a oportunidade de vivenciar inúmeros processos de mudanças em empresas dentro e fora do Brasil. Seguem abaixo 5 lições que reduzem as chances de sucesso de jornadas de transformação:


1. Ignorar as tendências e o cenário externo

Eu trabalhava na Nokia quando a Apple lançou o 1o iPhone em 2007. A empresa pagou um preço altíssimo por ter ignorado o surgimento de um produto revolucionário e de um mercado totalmente novo. Quando tentou reagir já era tarde demais.


Se a sua organização não está atenta às tendências (dentro e fora do mercado), ela jamais conseguirá criar o futuro do seu próprio mercado.


Isso está acontecendo nesse momento em diferentes mercados. Estamos vendo Startups que viraram unicórnios realizando demissões em massa para equilibrar seus caixas por conta do menor apetite dos seus investidores.


De repente, vemos a Netflix perdendo mais de 70% do seu valor de mercado esse ano.


Os maiores competidores da Netflix não são a Disney, a Amazon ou a HBO. Os maiores competidores das empresas de streaming são as redes sociais. Todas empresas de streaming competem pelo tempo e atenção das pessoas. E hoje as redes sociais detêm a maior fatia desse "mercado".

Mesmo que você não esteja percebendo, as mudanças também estão acontecendo em maior ou menor escala no seu mercado.



2. Liderança reativa

Isso leva a um outro problema bastante comum: esperar ver o que o mercado está fazendo para aí sim começar a se mexer...


Os líderes já sabem que a empresa precisa se transformar, mas em vez de tomar a iniciativa, esperam o movimento da concorrência e/ou de outras empresas para começar seu processo de transformação. Esse 'delay' pode ser fatal.


3. Performar x Transformar.

Qualquer estratégia de transformação mira o futuro. E isso naturalmente "compete" com os desafios da empresa do presente.


Se a empresa tem boas fontes de resultados no presente (uma boa vaca leiteira), muitas empresas acabam não tendo a energia para realizar mudanças. Afinal, se está tudo bem no presente, por que mudar?


A empresa não pode escolher entre performar OU transformar. Suas ações devem se equilibrar entre performar E transformar de forma simultânea.


4. Transformações que não são transformações.

Transformar mexe com as estruturas da empresa, desafia o status quo e revoluciona a forma como as coisas são feitas.


O grande problema é que boa parte das iniciativas de "transformação" acabam não sendo desenhadas realmente para transformar. Elas são pequenos aperfeiçoamentos, ajustes, melhorias... Isso atenua a velocidade e impacto das mudanças. E nesse ritmo a empresa perderá, mais cedo ou mais tarde, suas vantagens competitivas.


5. Ignorar o fator humano.

Transformação é uma jornada humana. E precisa, é claro, de pessoas engajadas para fazer a transformação acontecer. Toda transformação de um CNPJ envolve a energia de centenas, milhares de CPFs. Se esse elemento humano é desconsiderado, a transformação não acontece. E pode, inclusive, gerar a perda de talentos da empresa.



O fato é que é preciso muita energia para sair da inércia.

Essa energia vem de uma visão concreta de futuro.

Vem de uma estratégia clara para se atingir o que almeja.

E precisa de pessoas engajadas para fazer a transformação acontecer.


Transformação, no final das contas, é uma jornada humana.

É sobre assumir as rédeas dos desafios e liderar a mudança.


Quem transforma, lidera. Quem lidera, transforma!

Um abraço e até a próxima!

 

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