5 Perguntas para Marcelo Nóbrega, Diretor de RH do McDonald's




Nessa 1a série do "5 Perguntas sobre o Futuro", vamos ter a oportunidade de bater um papo com o Marcelo Nóbrega, Diretor de RH do McDonald's.


O Marcelo não é nenhum futurólogo, nem tem bola de cristal – mas, quando a questão é o “futuro do trabalho”, está sempre com as antenas ligadas, de olho no que já está acontecendo e no que vai acontecer.


E não poderia ser de outro modo: Marcelo está no comando do RH de uma empresa onde a maioria dos funcionários tem menos da metade de sua idade.


Saber como essa garotada vive e pensa (enfim, como ela “funciona”), não é questão de curiosidade: é seu dever. Mas é também uma oportunidade de estar sempre se renovando.


O papo com o Marcelo foi bem bacana. E certamente vai contribuir para as nossas reflexões a respeito de tudo o que está acontecendo hoje - e seus impactos no Futuro do Trabalho, dos Negócios e das Organizações.


Vamos lá? Let's go!


1. Marcelo, com tanta coisa acontecendo nesta era digital, o que muda para os RH’s das empresas?


Antes de mais nada: a chamada Era Digital não significa a mera “digitalização do trabalho”.


É muito mais do que isso: representa toda a conectividade, transparência e colaboração que as ferramentas de tecnologia possibilitam. Por isso o RH já não pode se limitar a ser um legislador de regras e políticas, nem pode ter os olhos voltados apenas para dentro: é preciso colocar o cliente em primeiro lugar. E isto vale para todos numa empresa, e não apenas para o RH.


Como sugere o americano David Ulrich – que é hoje sem dúvida uma autoridade em gestão de recursos humanos –, temos que fazer o RH atuar de fora para dentro. Trocando em miúdos, a prioridade é resolver problemas para o cliente.


Dentro dessa perspectiva, conectividade e colaboração são palavras-chave, porque permitem que essas soluções sejam criadas e pivotadas.


Uso aqui este neologismo numa analogia com a atitude do pivô no jogo de basquete, que mantém uma das pernas fixas, observa e gira em torno do seu eixo para explorar as várias opções de passe e decidir qual a melhor.


Porque é assim que as startups estão se comportando para ampliar seus espaços: mesmo quando giram em outra direção, para testar novas hipóteses, elas mantêm sua base, para não perder a posição já conquistada – e é desse jeito que vão descartando ou melhorando suas posições, com muita agilidade e de uma forma muito mais rica do que no passado.


Hoje os grupos de trabalho são multidisciplinares, autogeridos, e incluem gente de qualquer canto do mundo em torno de um objetivo comum.


Além disso, são formados de acordo com a necessidade do momento, e podem se metamorfosear, mudando de configuração ou membros, conforme as habilidades e conhecimentos necessários em cada circunstância.


Estamos começando a viver a GIG Econ