5 Perguntas sobre o Futuro para Patricia Bobbato, Líder de RH do Grupo TIGRE



Mais um papo incrível nessa 3a temporada do nosso "5 Perguntas sobre o Futuro"! Dessa vez, tenho o prazer de compartilhar com vocês um papo recheado de insights com a Patrícia Bobbato, Líder de RH e Comunicação Interna do Grupo TIGRE.


Uma das coisas mais bacanas do papo com a Patrícia é que a TIGRE, seus Líderes e seu RH vêm passando por um processo de verdadeira transformação cultural.


Ao longo dessas 5 Perguntas, você terá a oportunidade de conhecer as visões da Patrícia a respeito de temas como:


  1. O Futuro do Trabalho.

  2. O Futuro do RH.

  3. As Transformações que estão acontecendo na Tigre.

  4. O papel dos Executivos e Líderes nesse processo de Transformação.

  5. E também o que tem mudado nas ações do RH da Tigre para fazer toda essa Transformação Acontecer.


Aproveite! E lhe convido a deixar suas impressões no post no LinkedIn!


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1. Patrícia, qual a sua visão sobre o futuro do trabalho nos próximos anos?

Estamos vivendo numa era de transformações exponenciais. Acredito que essa seja a grande diferença para o futuro do trabalho.


Muitas organizações já estão vivendo esse futuro com organizações autônomas e descentralizadas, coleta de dados cada vez mais precisas com inteligência artificial e um trabalho em rede impressionante.

Para que tudo isso aconteça em vários lugares, ainda precisamos nos organizar na nossa inteligência emocional.


O mundo estará cada vez mais complexo, contraditório e está passando por um caos para depois se reestruturar. E para isso as conexões entre os humanos serão cada vez mais necessárias.

Assim, a minha visão do futuro do trabalho está focada em transformar o hoje para que o amanhã possa ter profissionais mais felizes, mais realizados e com uma vontade incrível de solucionar grandes problemas do mundo.

No futuro, teremos o humano como centro de tudo, ou seja, as relações não serão mais B2B ou B2C, mas sim H2H (Humano para Humano) e dessa forma a transformação cultural será necessária para um ambiente mais colaborativo, com muita co-criação e sempre em comunidade.

Mas vivendo e trabalhando com a América Latina, te confesso que ainda temos desafios muito distantes desses para enfrentar. De qualquer forma, esse é o caminho: trazer os líderes para um patamar do futuro vivendo com pessoas que ainda tem um mindset do passado.

2. E o RH nesse cenário? Como você enxerga o Futuro do RH nos próximos anos?

O RH precisa se reinventar! Venho trazendo em muitas conversas que o RH tradicional precisa morrer porque da forma que está hoje não conseguirá atender o futuro do trabalho. E mais uma vez estamos falando de pessoas.


Os profissionais de RH precisam se reinventar, trazer novos conceitos e principalmente entender que estamos aqui, ao lado do negócio, sendo um dos principais agentes de transformação.

Para isso, percebo que temos 3 grandes papéis:


  1. Ser um patrocinador da experiência do profissional;

  2. Um arquiteto de talentos e

  3. Um facilitador da transformação cultural.


Necessita nascer uma área de Pessoas que seja um catalizador dessa transformação cultural, do desenvolvimento dos lideres porque é exatamente essas características que farão a diferença para o negócio nos próximos anos.


Tudo isso só será possível com uma análise de dados muito bem feita e principalmente com perguntas poderosas para conseguirmos entender os principais problemas que queremos solucionar.

Portanto, a área de Pessoas precisa estar preparada para atender Pessoas.


O mundo está cada vez mais centrado no humano e teremos muitas oportunidades no futuro, mas precisamos nos dedicar muito, pois as questões emocionais serão cada vez mais relevantes.


Entendendo o ser humano como individuo poderemos trabalhar a experiência do profissional como um ser único, e assim trazer o que há de melhor em cada um.

No futuro, tenho dúvidas se o RH existirá como uma área especifica. Em organizações autônomas e completamente descentralizadas, gostaria de ver líderes que fizessem esse papel do RH, que estivessem realmente acreditando que os resultados são alcançados por meio das pessoas. E se tivermos profissionais com propósitos individuais que se conectam com o propósito da organização, as pessoas trabalharão de forma muito mais engajada e feliz.

3. Qual a visão de futuro da Tigre? Como a organização tem se preparado para todas as transformações que estamos vivendo no mundo dos negócios e do trabalho?

A Tigre vem trabalhando arduamente para se reinventar enquanto negócio e organização. Estamos trazendo mais tecnologia para os nossos dias e revendo a sua cultura e modo de fazer as coisas. Isso quer dizer que estamos em plena jornada de transformação.


Já conseguimos criar um Centro de Serviços Compartilhados e terceirizamos grande parte das atividades transacionais da empresa. Estamos com o CRM para os nossos vendedores e vamos estabelecer uma área de BI que nos ajudem com a análise dos dados.


Isso tudo não é novo no mercado, mas é uma mudança significativa para uma indústria mais tradicional. É algo que vem fazendo uma grande revolução no mindset das pessoas.


Repensar o negócio, transformando a cultura, focando no resultado e no cliente são alguns dos nossos principais desafios para os próximos anos.

Ano passado criamos o nosso propósito e agora estamos focados na construção da jornada para chegar até lá, pois queremos “Cuidar da água para transformar a qualidade de vida das pessoas.”


4. Qual o papel dos Executivos e Líderes nesse processo?

Sem os líderes nada disso será possível. A área de Pessoas é um grande catalizador desse processo, mas a transformação de cada um dos nossos lideres é fundamental.


Deixar as velhas crenças não é um trabalho simples, pois envolve inteligência emocional.

E essa jornada deve ser encarada como a Jornada do Herói (Joseph Campbell).... O herói que aceita o chamado e talvez sem entender muito bem, vai em busca de seu sentido de vida.


Estamos exatamente na fase de enfrentar as dificuldades, de passar pelos nossos medos e rever as nossas crenças. Dessa forma, a área de Pessoas e Comunicação Interna vem costurando os vários processos que existem, as várias barreiras de pessoas e negócios e sendo um catalizador e um agente de transformação para o negócio.

A empresa vem disponibilizando todas as ferramentas necessárias para que cada líder possa atuar na sua plenitude. Agora cabe a cada um de nós estarmos preparados para enfrentar as grandes transformações. Só temos uma certeza: elas virão e será muito rápido todo esse processo.

5. O que tem mudado nas ações do RH da Tigre para fazer essa Transformação Acontecer?

Primeiro tivemos que olhar para a nossa área. Olhar o que temos e se estamos preparados para esse processo. A jornada ainda é grande, já passamos pelo momento de levar os processos transacionais para o Centro de Serviços Compartilhados terceirizado, agora estamos construindo o novo time de Pessoas.


Treinar as novas habilidades é fundamental, ser mais ágil, fazer mais perguntas, ser o contra-ponto do negócio.

Além disso, estamos muito próximos do negócio. As ações de transformação cultural nos ajudaram a ser o agente de transformação junto com os lideres.


Mudamos a nossa forma de educar e estamos trazendo cada vez mais uma consciência de auto desenvolvimento, que cada um é dono da sua carreira e deve estar preparado para as transformações que já começaram.


Nossa Academia de Líderes já esta desenhada para resolver problemas específicos da nossa empresa com um ambiente muito mais colaborativo.

Ainda estamos longe do nosso objetivo, a jornada não é simples, mas tenho uma fé inabalável no ser humano. Tenho certeza que é possível viver essa transformação que estamos sugerindo e que estamos preparando líderes e profissionais melhores para o futuro.


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Quer saber quem já participou da série "5 Perguntas sobre o Futuro"?


Seguem as entrevistas da 2 primeiras Temporadas:


Temporada 1 (2018): Clique aqui para acessar.



Temporada 2 (2019): Clique aqui para acessar.


Temporada 3:


Henrique Valiatti, Diretor de RH da Roche Diagnostics:

https://www.futurosa.com.br/post/5-perguntas-sobre-o-futuro-para-henrique-vailati-diretor-de-rh-da-roche-diagnostics


Gabrielle Botelho, Diretora de RH da CGG para América do Sul

https://www.futurosa.com.br/post/5-perguntas-para-gabrielle-botelho-diretora-de-rh-da-cgg-para-a-am%C3%A9rica-do-sul



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