6 reflexões com CEOs e Executivos sobre "retenção de talentos" nas empresas



Ao longo dos últimos meses, tive o privilégio de conversar com CEOs e Executivos de grandes empresas sobre o tema "Retenção de Talentos".


Nesse post, compartilho com você 6 reflexões interessantes que surgiram nessas conversas sobre os desafios e oportunidades de uma nova era da Gestão de Talentos nas empresas.


1. Soluções

As empresas buscam uma fórmula para resolver o problema de "retenção", mas não existe uma receita única para solucionar esse desafio. É algo que combina elementos financeiros e não-financeiros. As estratégias vão variar dependendo de alguns elementos. Por exemplo:


a) tamanho da empresa.

b) segmento da empresa

c) áreas em que os talentos atuam.

d) capacidade de investimento.

e) nível de maturidade em suas práticas de gestão de talentos.


2. O desafio pode ser ainda mais complexo do que parece.

Em alguns casos, o desafio é mais complexo pois demanda uma mudança na cultura e no perfil da liderança da empresa.


Muitas empresas têm receio de fazer essa mudança e comprometer os resultados do curto prazo. O problema é que isso pode rapidamente virar uma bola de neve e se tornar um grande desafio para o crescimento da empresa no futuro.



3. Mudanças da relação das pessoas com o trabalho.

Existe uma parte desse desafio que tem a ver com uma mudança da relação das pessoas com o trabalho. É algo que já acontecia antes da pandemia, mas que se acentuou após 2 anos de mudanças profundas na nossa forma de se comunicar, de se relacionar e de trabalhar.


Flexibilidade e autonomia, dependendo do segmento da empresa, não são mais diferenciais. São a regra do jogo. São elementos que se tornaram tão importantes quanto um bom plano de saúde.


Com mais empresas adotando essas práticas, isso passa a se tornar commodity. Os diferenciais se darão em outros níveis.


4. Mudanças no modelo de gestão e de liderança

O modelo de operação, a estrutura organizacional, ter organizações mais horizontais, o modelo de liderança... não necessariamente a forma como a sua empresa foi desenhada e operava antes e durante a pandemia deve continuar da mesma forma.


A forma de liderar, por exemplo, está mudando rapidamente.


Hoje os líderes precisam pensar em tornar as equipes bem-sucedidas, e não mais em fazer o que o "chefe manda". Eles precisam mirar o resultado e a performance - e não focar nas tarefas e no horário das pessoas. E precisam saber liderar em organizações com alta mobilidade desses talentos dentro da própria organização.


5. O que é sucesso daqui pra frente?

Indicadores mais tradicionais e pesquisas de engajamento precisarão ser adaptadas, em alguma escala, para refletir o novo modelo que a empresa deseja implantar.


O que era considerado “sucesso” há 5 anos pode ser muito diferente do que é e será sucesso em Gestão de Talentos daqui pra frente.



6. "Gestão de Talentos" e o Time Executivo

Gestão de Talentos não é mais um desafio pontual. Atrair e engajar talentos será um desafio cada vez maior para empresas de todos os segmentos.


Como diz o Jim Collins: "Sem ótimos profissionais na sua empresa, sua visão de futuro será irrelevante".


Hoje, mais de 90% do valor de mercado das 500 maiores empresas do mundo são de ativos intangíveis (marca, software, etc). E esses ativos são criados por pessoas - não por máquinas ou Inteligência Artificial.


Por isso, Empresas que queiram ter sucesso nos próximos anos precisarão colocar “Gestão de talentos” na pauta de todas as reuniões do Time Executivo. Precisa ser um tema com peso semelhante à maneira que o Time Executivo monitora as vendas e resultados da semana, do mês ou do trimestre.


Não vai dar mais para repetir que "as pessoas são nosso maior ativo" sem colocar esse tema, de fato, na pauta de reuniões e decisões do Time Executivo.


 

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