A empresa que quer investir nas startups dos seus ex-funcionários

Atualizado: Mar 5



Você conhece os dois caras na foto? Eles são Eric Koslow e Jack Altman, fundadores da Lattice, uma startup de San Francisco, nos EUA, que desenvolve Plataformas de Gestão de Desempenho para empresas.


Essa semana, eles anunciaram o lançamente de uma ação interessante.


Veja: se um funcionário decidir sair da Lattice para empreender e fundar a sua própria empresa, a Lattice investe US$100 mil na nova empreitada do seu ex-funcionário.


É algo contra-intuitivo e que subverte a lógica tradicional da relação que as empresas têm com seus funcionários. Até porque a maior parte das empresas sequer se relacionam com seus ex-funcionários. Algumas cortam relações como se fosse uma traição ou um divórcio.


A Lattice explica que eles querem ir além das ações de Gestão de Talentos tradicionais.

Querem olhar o desenvolvimento de pessoas indo além da relação tradicional empregado-empregador. Para isso, criaram um Fundo chamado "Invest In Your People". Esse fundo reservará dinheiro para a Lattice investir em seus próprios funcionários que começam a abrir suas próprias empresas.


De acordo com a Lattice, a forma como funcionará é simples, com alguns critérios:


"Se você trabalha na Lattice há pelo menos 3 anos, se você deixa a empresa em termos amigáveis e se você inicia uma nova empresa dentro de 12 meses após a partida, a Lattice poderá investir até US$100 mil considerando uma avaliação de US$ 5 milhões ou considerando a avaliação que a nova empresa terá nas rodadas futuras de investimento."


Imaginem a disrupção que é uma empresa se tornar sócio dos seus ex-funcionários. Estamos falando de uma forma totalmente diferente de enxergar conceitos tradicionais em Gestão de Talentos.


Talvez demore um bom tempo para uma iniciativa dessas ser viável/aplicável no Brasil, mas é algo interessante para ajudar a mudar o modelo mental das organizações na sua forma de se relacionar com os ex-funcionários.


Salvo situações em que houve realmente algo grave que comprometesse essa relação, não se relacionar com seus ex-funcionários de fato não faz o menor sentido...


Em Dezembro/2019, eu já tinha compartilhado no post abaixo a quantidade de oportunidades perdidas pelas empresas por não se relacionarem com seus ex-funcionários. Clique aqui ou na imagem abaixo caso você não tenha lido o post.



Toda essa mudança de modelo mental na relação com ex-funcionários mexe com uma série de variáveis no processo de Gestão de Talentos.


Quer um exemplo? Imagine o início dessa jornada: a atração e contratação de talentos. Hoje, toda a forma de atrair e contratar profissionais do mercado (e até as promoções internas) considera muito mais as necessidades do presente e pouquíssimo o futuro do negócio.


Contratar talentos olhando para esse potencial do futuro já é uma abordagem altamente recomendada considerando a velocidade das mudanças hoje. Mas, com essa abordagem passa a ser uma necessidade real.


Afinal, entre aqueles funcionários poderão surgir grandes ideias - e no caso da Lattice até empreendimentos que a empresa poderá fazer parte. Cria-se uma rede de relações e de negócios de pessoas com filosofias semelhantes. A visão de curtíssimo prazo é substituída por relações de médio e longo prazo.


Segue abaixo o post "Contratar olhando o passado ou o futuro" em que compartilhei, em Novembro/2018, um pouco dessas ideias.


Clique aqui ou na imagem abaixo para acessar o post!



Certamente, há uma série de obstáculos para que uma ideia como essa do pessoal da Lattice seja aplcada integralmente no Brasil. Mas o mais importante é a reflexão sobre as diferentes formas de atrair, desenvolver e engajar talentos que estão surgindo.


Isso é o que vai moldar as novas práticas de Gestão de Talentos para essa nova era - indo bem além da relação tradicional empregado-empregador e ampliando as relações para uma visão de longo prazo.


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