Como a Cultura impulsiona o valor da sua organização



Todo empreendedor, executivo ou CEO fala sobre a importância da cultura em suas empresas. Mas por que exatamente o tema Cultura tão relevante para o mundo dos negócio?


Cultura sempre foi tema de grande debate nas empresas, mas passou a chamar a atenção de Executivos e Líderes quando um fenômeno importante aconteceu no mundo dos negócios: a crescente importância dos ativos intangíveis no valor de mercado das empresas.


Ativos Intangíveis? O que isso tem a ver com Cultura?



Ativo é tudo que uma empresa possui que tem valor.

Ativos podem ser tangíveis ou intangíveis.


Até a década de 90, os ativos mais valiosos das empresas eram os chamados ativos tangíveis. Estou falando aqui basicamente de ativos físicos como as suas fábricas, maquinários, computadores, etc.


Nesse momento, a maior parte da força de trabalho era praticamente uma extensão da máquina. Uma era de trabalho, em sua grande maioria, braçal ou mais operacional.


Na transição entre o século XX e XXI observamos uma verdadeira revolução nessa dinâmica.


Nos últimos 30 anos, testemunhamos uma verdadeira revolução na forma das empresas gerarem valor. O grande ponto de virada acontece no início da Internet no mundo.


A partir daí, Ativos Intangíveis como branding, capital intelectual, dados, inovação e tecnologia (software) passaram a representar uma proporção muito maior do valor de mercado de uma empresa do que o valor dos ativos tangíveis.

Ou seja: ao contrário dos ativos tangíveis (fábricas, máquinas e equipamentos), os ativos intangíveis são ativos que não são físicos, mas têm valor que pode ser convertido em dinheiro.


Abaixo, você pode ver a participação de Ativos Tangíveis e Intangíveis no valor de mercado das 500 maiores empresas dos EUA.



Observe que, há quase 50 anos (em 1975), apenas 17% do valor de mercado de uma empresa era oriundo de ativos intangíveis. A maior parte (83%) do valor de mercado era calculado com base nos ativos físicos/tangíveis: suas fábricas, máquinas, prédios, equipamentos.


Veja como tudo muda entre 1985 e 1995 - momento em que vemos a ascensão dos computadores pessoais e o início da Internet. Em 1995, os ativos intangíveis já representavam 68% do valor de mercado dessas empresas.


Em 2005, 80% do valor de mercado das 500 maiores empresas dos EUA vinha de ativos intangíveis. Em 30 anos, houve uma completa transformação na dinâmica de como as empresas criavam valor.

Não é à toa que as BigTechs se tornaram as empresas com maior valor de mercado do mundo. Todo o modelo de negócio é focado em escalar ativos intangíveis.


Jeff Bezos, Bill Gates, Steve Jobs, Elon Musk, Larry Page, Sergei Brin, Jack Ma, Mike Zuckerberg



E o que tudo isso tem a ver com Cultura?


Todo esse contexto econômico na forma de fazer negócios e na forma de criar valor fez com que as empresas mirassem os olhos em quem faz de fato tudo isso acontecer: AS PESSOAS.


Afinal, não há como criar valor intangível de marca, capital intelectual, gestão de dados, tecnologia (software) sem pessoas que criem esses elementos nas empresas.

Deixamos o trabalho essencialmente braçal, sem criação, para um modelo de trabalho onde o conhecimento e a inovação é que geram valor.

Ou seja: quanto maior a capacidade de uma empresa ATRAIR e MANTER profissionais de alta capacidade ENGAJADOS, maiores serão as chances dessa empresa criar ainda mais VALOR. E a importância do tema cresce ainda mais pois estamos falando aqui de perfis profissionais altamente especializados e escassos no mercado.


É por isso que Cultura se tornou tão estratégico para essas empresas.

É por isso que a Cultura come a Estratégia no café da manhã.



Se uma empresa não desenvolve uma cultura que permita fazer a estratégia acontecer, todos os planos estratégicos se resumirão apenas a apresentações fantásticas para investidores e projeções financeiras que dificilmente se tornarão realidade.


É por isso que ter uma estratégia clara para o desenvolvimento da cultura que a sua organização precisa é tão crítico. Cultura se tornou um fator essencial para potencializar a capacidade das empresas de gerar resultados e valor. Só isso já seria suficiente para chamar a atenção do seu Time Executivo para a importância desse assunto.

Cultura não é um tema de RH.

Cultura é um tema de negócios e de geração de valor.



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