Força 2: A empresa como um grande 'Hub' de Talentos



Esse post faz parte de uma série de 4 textos que analisa o impacto de 4 forças emergentes que vão intensificar ainda mais o processo de transformação do trabalho e das empresas na próxima década:


1. A empresa como catalisadora de transformações.

2. A empresa como "Hub" de Talentos.

3. A empresa como Plataforma.

4. A empresa como Ecossistema.

No dia a dia a gente já consegue perceber algumas empresas que já incorporam algumas dessas tendências. Outras estão iniciando a sua jornada de transformação.


Se você perdeu o 1o post da série, é só clicar aqui.


Nesse post, o nosso foco é analisar a 2a forca emergente: A empresa como grande "hub" de talentos.


Vamos lá!


Pense nos últimos grandes desafios que você, seu time e a sua empresa tiveram que resolver nos últimos meses.


Criar um produto inovador. Resolver um gargalo de um processo. Vender mais. Reduzir custos. Ter um melhor posicionamento nas redes sociais. Transformar a Cultura da Empresa.


Independente de qual seja o seu desafio, você pode pesquisar sobre esse tema no Google e nas Redes Sociais. Você pode ler materiais com informações fantásticas sobre esse assunto. Você pode ver dezenas de vídeos e ler inúmeros artigos de grandes especialistas.


Mas, para resolver um problema de verdade é natural que, em algum momento, a gente sinta a necessidade de conversar com outras pessoas que saibam resolver aquele problema.


O ponto é que a gente desenvolveu um modo de pensar que restringiu o nosso olhar apenas para as pessoas e dentro da empresa. Quando pensamos em um problema na empresa, pensamos automaticamente em marcar uma reunião apenas com pessoas que trabalham na nossa empresa.

Mas o fato é que há muito mais pessoas com insights diferentes FORA da empresa onde trabalhamos do que dentro. Então, por que não contar com toda esse rede de conhecimento que existe também fora da empresa?


E não estamos falando aqui de melhores práticas. São perspectivas diferentes sobre um assunto. São insights de novas tendências.


São informações que você não encontra no Google. São ações de quem faz as coisas acontecerem na vida real. São visões de pessoas de origens, formação e mercados diferentes do seu.


Em muitas situações, conversas que vão produzir novas formas de criar valor.


Nesse sentido, a capacidade de uma organização se conectar, se relacionar e ter acesso direto a uma rede ampla de talentos se tornará cada vez mais uma grande vantagem competitiva.


As empresas precisarão, nos próximos anos, ampliar a sua visão sobre Gestão de Talentos. Ao pensar em talentos, as empresas precisarão ir além de pensar apenas nos seus funcionários. As empresas precisarão se tornar hub de talentos.

Talentos serão todos que fizerem parte dessa rede.


São aqueles que possuem competências e experiências únicas que podem colaborar para a sua organização ter sucesso - independente se são funcionarios ou não da sua empresa. E é uma relação de mão dupla, onde a empresa possa também contribuir ativamente para o desenvolvimento e sucesso desses talentos.



A relação com fornecedores e até com ex-funcionários muda radicalmente com essa visão ampliada


Muitas empresas acabam se esquecendo de que muitos fornecedores podem fazer parte dessa visão mais ampla de hub de talentos. Alguns fornecedores podem ser elementos essenciais para desenvolver a inteligência da sua operação. Outros podem ser essenciais para a sua estratégia.


Mas se a gente parar para pensar, com quantos dos fornecedores as empresas realizam almoços ou cafés frequentes para ter suas visões sobre a dinâmica do mercado? E o que a sua empresa proporciona de aprendizado e desenvolvimento para esses fornecedores?


É uma forma diferente de se relacionar com o ambiente externo. E que vale, inclusive, para ex-funcionários que tanto contribuíram para o sucesso da sua empresa no passado.


Outro elemento importante nessa rede: seus ex-funcionários.


Já reparou que a grande maioria das empresas simplesmente cortam relações com seus funcionários quando eles deixam a organização?


Em um mundo onde as pessoas terão experiências em cada vez mais empresas, muitas delas ganhariam muito se incorporassem o que as maiores universidades do mundo fazem com seus ex-alunos: elas criam relações com eles - os chamados 'alumni'.


Os ex-alunos de Stanford estão em mais de 158 países. Alguns são fundadores de algumas das maiores empresas do mundo (Google, Netflix, Tesla, LinkedIn...). Os ex-alunos de Harvard já criaram mais de 20 milhões de empregos. Participam de mais de 100.000 Conselhos de Empresas.


Outro exemplo interessante: LinkedIn. Tesla. YouTube. Yammer. SpaceX. Sabe o que essas empresas têm em comum? Foram todas fundadas por ex-funcionários do PayPal. Olha a quantidade de conexões e relações que uma empresa pode proporcionar...



Trabalhar em uma empresa por toda a vida hoje é raridade. Mas criar relações por toda a vida com seus ex-funcionários pode se tornar uma oportunidade fantástica para as empresas.


O que fazem os seus ex-funcionários hoje?

Qual a experiência dessas pessoas com a sua empresa?

Qual a marca da sua empresa para esse grupo?

Quais as oportunidades sua empresa pode estar perdendo?


Saber desenvolver relações dentro e fora do seu mercado será crítico para organizações que querem vencer na era digital.


Saber identificar e desenvolver essas relações com esses talentos será crítico para organizações que querem inovar na próxima década.


Algumas empresas já estão percebendo isso e incentivam essa prática de forma um pouco mais estruturada. Por exemplo:


O pessoal da HubSpot, empresa que foi uma das grandes pioneiras do Inbound Marketing nos EUA, têm uma política que eles chamam de "learning meals": a empresa paga o almoço ou o café que seus funcionários têm com profissionais interessantes no mercado que geram aprendizado e boas conexões para o futuro. Em troca, o funcionário precisa compatilhar dentro da empresa o que aprendeu nesse papo.



Um caminho de inovação exponencial para as empresas


Tendo esse olhar mais amplo sobre sua relação com os talentos, uma empresa também acaba ampliando a sua capacidade de aprender de forma exponencial. Quanto mais talentos com diversidade de perspectivas uma empresa tem contato, maiores as possibilidades de criar novas soluções.


Isso muda também a forma como as empresas verão as ações de seus funcionários nas redes sociais. Afinal, funcionários ativos nas redes sociais são fontes poderosas de conexões. Imagine o poder e alcance que uma empresa pode ter com a quantidade de conexões de seus Executivos, Líderes e Equipes?


Ainda hoje há empresas que enxergam a atuação mais ativa de um funcionário no LinkedIn, por exemplo, com o fato dele estar 'procurando emprego'. Isso pode aontecer, é claro. Mas nenhuma empresa está livre disso. O fato é que o LinkedIn vai muito além disso. É uma plataforma para criar a sua marca profissional, conectar-se a pessoas interessantes e aprender com diversos insights.



Impacto no RH: maximizando o recrutamento de talentos e repensando o significado de "reter talentos"


Essas relações mais ampliadas com o mercado, com fornecedores e ex-funcionários acabam potencializando o acesso a talentos que a empresa queira contratar. Afinal, ex-funcionários que sabem o que a empresa está fazendo hoje pode indicar profissionais que a empresa precisa. O mesmo vale para todas as outras pessoas que a empresa têm conexões.


Nesse contexto, as empresas precisarão ir muito além do tradicional modelo mental de reter talentos. Para seus funcionários, a chave é criar o desejo delas fazerem parte da sua organização e estarem engajadas para criar o futuro da sua organização.


E, em paralelo, para todos os talentos que estão fora da sua empresa, será preciso inspirar e ter uma visão de futuro transformadora de forma que as pessoas queiram estar próximas e contribuir para o sucesso da sua organização.


A chave nesses casos também não é reter ninguém. É criar o desejo dos talentos de fazerem parte da sua visão para resolver o problemas das pessoas, de outras empresas e da sociedade.


Há uma série de estratégias para promover dentro das organizações esse modelo mental da empresa se tornar um "hub de talentos". Se você curtir a ideia, envie uma mensagem para gente falando sobre o que lhe chamou mais atenção nesse texto. E também o que você deseja saber mais sobre esse tema.


Não é à toa que tudo isso está super conectado com o conceito das "Empresas como catalisadoras". Essa é a 1a força de transformação das empresas que detalhamos na 1a parte dessa sequência de posts. Se você não leu, é só clicar abaixo:


As 4 forças que vão transformar o trabalho na próxima década:

Parte 1 - As empresas como catalisadoras. Clique aqui,


Prepare-se que ainda estamos só na metade dessa jornada.

Nos próximos posts, vamos explorar as outras forças que vão transformar as organizações na próxima década:


Força 3: A empresa como Plataforma.

Força 4: A empresa como Ecossistema.


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