Nem todo turnover alto é ruim
- André Souza
- 18 de jun.
- 2 min de leitura
Nem todo turnover alto é ruim.
Um cliente me falou esta semana que seu turnover estava alto. Naturalmente, veio a preocupação...
"Estamos com um problema?"
Talvez. Mas nem sempre.
Quando o assunto é turnover, às vezes a pergunta certa não é "QUANTAS PESSOAS ESTÃO SAINDO?", mas "QUEM ESTÁ SAINDO?".
💭 É contraintuitivo, mas turnover alto nem sempre é uma má notícia.
Quando uma empresa decide desenvolver uma cultura de muita AGILIDADE, ela naturalmente deixa de atrair (e muitas vezes perde) profissionais que se escondem na BUROCRACIA.
Uma empresa que precisa INOVAR constantemente tende a repelir pessoas que evitam riscos e preferem PRESERVAR O STATUS QUO.
Uma organização que valoriza AUTONOMIA e PROTAGONISMO dificilmente será o melhor ambiente para quem precisa de direcionamento constante.
Por isso, quando fomos analisar mais profundamente o caso desse cliente, percebemos algo interessante.
As pessoas que estavam saindo eram, em sua maioria, profissionais que não conseguiam se adaptar ao ritmo, ao nível de autonomia e à forma de trabalhar que a empresa vinha consolidando.
Os profissionais mais conectados à essa nova cultura continuavam engajados.
E os novos talentos que chegavam se adaptavam mais rapidamente e performavam melhor.
Naquele momento, o aumento do turnover deixou de ser um sinal de alerta e passou a ser um indício de que a nova cultura estava sendo realmente praticada.
Lembro sempre de uma frase que ouvi em uma palestra de Jason Kliar, fundador do Hulu:
"Cultura de verdade precisa ser um ímã ou um repelente. Ela precisa atrair o perfil de pessoas que a empresa precisa. E, ao mesmo tempo, repelir quem trabalha de forma oposta ao que sua empresa precisa."

Às vezes, uma das evidências de que uma cultura está se fortalecendo é justamente o fato de que ela deixou de tentar agradar todo mundo.
Um abraço e até a próxima!




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