Transformando em trabalho aquilo que você ama fazer



Novas tecnologias. Novas habilidades. Novas formas de gerar valor. Tudo isso a gente já sabe. Mas há alternativas em um mundo onde teremos mais trabalho e não necessariamente mais empregos?


Muitos profissionais vêm transformando o trabalho em algo que vai muito além do emprego tradicional. Profissionais que têm aproveitado o alcance das redes sociais e de novas plataformas para criar modelos de negócio que colocam suas paixões em ação.


Isso não é algo totalmente novo. Na verdade, existe desde que o mundo é mundo. Como já escrevi em outro post por aqui, Leonardo da Vinci trabalhava com suas paixões. Em sua época não existiam empregos. Então, as pessoas precisavam trabalhar com o que sabiam fazer de melhor. E precisavam vender seu peixe.

Esse é um movimento que retorna com força em um cenário onde haverá mais trabalho, mas não necessariamente mais emprego. E que vem sendo turbinado pelo poder e impacto das redes sociais.

Por conta da crise econômica, muitos profissionais que perderam seus empregos partiram para ganhar o seu sustento através de plataformas como Uber e Cabify. Mas se pararmos para refletir, trata-se de um serviço mais comoditizado, altamente influenciado por preço. Por mais que haja pequenas diferenciações no serviço e na avaliação de um motorista do Uber, ainda assim o profissional precisa trabalhar bastante para gerar um faturamento um pouco maior.

Por outro lado, há um movimento de profissionais com habilidades e expertise de alta demanda no mercado e que estão utilizando o alcance das redes e de plataformas para monetizar suas competências.

Por exemplo: Você conhece a Substack? É uma plataforma que permite que qualquer pessoa escreva uma Newsletter e monetize para uma rede que se interesse por aquele assunto. O mesmo ocorre na Podia, uma plataforma de vídeos que permite também assinaturas para monetizar os conteúdos.


Além dessas novas plataformas, as redes sociais potencializaram o alcance de qualquer profissional que tenha expertise relevante e que atenda à demanda de determinados nichos de mercado.

Mas, para isso, outras habilidades precisam entrar em ação. Em especial, é preciso saber vender bem o seu peixe. Estamos falando de construção de autoridade em nichos de mercado.


São profissionais que estão criando um modelo de empreendedorismo focados em fazer aquilo que gostam, em atuar no famoso "estado de flow" e ainda serem remunerados por isso.


Veja alguns exemplos:

Branding.lab


A Branding.lab é uma iniciativa da Ellen Medeiros (foto dela abaixo) criada no início desse ano por conta de sua paixão por Branding - em especial, pela sua inquietação de ver pessoas não criando a sua marca profissional.

E a gente percebe que essa paixão está presente todos os dias em seu perfil no Instagram (branding.lab). Posts super caprichados, com uma bela identidade visual e conteúdos práticos em branding fizeram o perfil crescer exponencialmente. Hoje já são quase 100 mil seguidores que acompanham e interagem com a marca.

Sua fonte de receitas está baseada em conteúdo de alto valor para pessoas e empresas sedentas por formas diferenciadas de se posicionar no mercado. Seu último lançamento foi um ebook (que está em vias de se transformar em livro impresso) chamado "Tenha seu próprio projeto".


Ellen Medeiros em um evento da Adobe para profissionais criativos.



7sherpas


A 7sherpas é outro exemplo interessante de quem transformou sua paixão em um negócio. O Chris Kittler sempre foi um apaixonado por esportes. É triatleta há mais de 20 anos e 10 vezes Ironman no Hawaii e em outros países - e sempre conciliou o esporte à sua vida no mundo corporativo.

Até que decidiu formatar um negócio onde pudesse colocar sua paixão em ação: proporcionar experiências espetaculares para seus clientes combinando esportes, natureza e lugares fantasticos ao redor do mundo.


Daí, surgiu a 7sherpas. E como o Chris moldou a 7sherpas para ser um negócio que pode ser tocado e executado de qualquer parte do mundo, sua base hoje é na cidade onde nasceu o triatlo: San Diego, na Califórnia. E com seus clientes a 7sherpas explora diferentes partes do mundo através do esporte. Sua paixão se transformou em seu negócio.


Chris Kittler com clientes na Califórnia



A própria FUTURO S/A nasceu quando eu ainda atuava como executivo de RH. A FUTURO S/A é fruto da minha paixão por inovação, pelo futuro do trabalho e por transformar organizações.


Nascemos como um blog criado basicamente para organizar os conteúdos sobre Futuro do Trabalho e Transformação Organizacional que postava. Conteúdos como esse que você está lendo agora. Ao longo do tempo, as pessoas começaram a curtir cada vez mais os conteúdos e as ideias que ia compartilhando no blog.


Isso amadureceu de tal forma que decidi pedir demissão de uma bela posição executiva em uma grande multinacional para transformar a FUTURO S/A em uma empresa.


Exatamente um ano após o lançamento do blog, no dia 4 de fevereiro de 2019, a FUTURO S/A nasceu com a missão de ajudar organizações a realizarem transformações na estratégia, na cultura e nas suas ações de RH.


Tenho muito orgulho de dizer que, mesmo em pouco tempo, já temos gerado alto impacto e resultados em transformações de diversas organizações brasileiras e globais.



O grande motor das novas plataformas de assinaturas


Ganhar dinheiro através de marketplaces de vendas de produtos (Por exemplo: Amazon, Ebay, Mercado Livre) ou atuando em serviços mais comoditizados (Uber, Cabify, Rappy, iFood...) não é algo novo.


A diferença é que agora, como estamos vendo, esse movimento está se estendendo de forma exponencial na área de serviços por conta da facilidade que as redes socias e as novas plataformas têm proporcionado.


As plataformas são acessíveis para qualquer profissional e abrem portas para novos formatos de trabalho para quem possui competências únicas criando serviços (principalmente digitais) que tenham demanda no mercado.

E com a vantagem de gerar escala para a venda de seus serviços sem necessitar aumentar tanto seus custos fixos. São muitas ferramentas para criar assinaturas "monetizáveis" de newsletters, podcasts, cursos, etc. Dá uma olhada:



Esse tipo de atividade não substitui e nem elimina o emprego tradicional. Mas ajuda a gente a repensar nossa relação com o trabalho.


Por muitos anos associamos trabalho exclusivamente ao emprego tradicional com carteira assinada. Mas, como estamos percebendo, existem alternativas.

A questão é que ela demanda que você atue de outras formas. Antes de iniciar uma jornada como essa, é preciso fazer um mergulho profundo no autoconhecimento.

Conhecer seus valores.

Suas competências.

Seus talentos.

Aquilo que você curte e é muito bom em fazer.

Mapear bem o que você é apaixonado por fazer é importante, mas nada vai adiantar se não há demanda no mercado para o que você vai oferecer.


Você pode ser muito bom em fazer algo, ser único, super diferenciado, mas se não houver demanda, não há negócio - por mais apaixonado pelo que você seja pelo que faz.

E mesmo que haja mercado, outro aspecto importante é que pode haver muita competição. E aí é preciso saber se posicionar com relação aos seus diferenciais e criar a sua marca profissional. Assim, potenciais clientes lhe reconheçam como alguém que trabalha de forma diferente e melhor que os demais.

Não dá para partir para esse modelo de forma integral sem antes testar se a sua ideia funciona, sem saber se você tem o perfil para executar o trabalho e se você se adaptará a uma forma totalmente diferente de trabalhar.

É um outro jeito de trabalhar que não tem nada a ver com o emprego tradicional. Mas que se adapta mais facilmente a determinados perfis profissionais. Em especial para aqueles que tem competências únicas que podem ser ofertadas de forma diferenciada no mercado.

Mas não necessariamente serve para todos. Essa é apenas mais uma entre tantas alternativas ao emprego tradicional que estão surgindo. Essa é mais uma entre tantas atividades que já estão moldando o futuro do trabalho.

Pode ser, entretanto, uma alternativa interessante para aqueles que desejam iniciar a criação da sua marca profissional mesmo que trabalhem em uma empresa em um formato mais tradicional.


Mesmo que a sua paixão não se transforme em negócio, as pessoas vão reconhecer você pelo que você conhece e pelo que você entrega. O futuro do trabalho também é sobre criar a sua marca profissional.


Mas isso já é papo para outro post!

Um grande abraço e sucesso!


André Souza FUTURO S/A

Faça a Transformação Acontecer

www.futurosa.com.br


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