O Ranking de 2020 das 50 empresas que criam o futuro



A Revista Fortune acabou de divulgar na sua edição de Dezembro/2020 o ranking "Future 50". Para quem não conhece a Future 50, há 4 coisas bem interessantes desse ranking:


  1. A lista das empresas: muitas dessas organizações não são tão conhecidas pelo grande público. Visitar seus sites e conhecer um pouco do que elas fazem pode dar uma visão ampliada de novos mercados e áreas não tão conhecidas. Abaixo você pode dar uma olhada nas TOP 10 empresas do ranking. Mas se você quiser conhecer o ranking completo desse ano, é só clicar aqui.



É interessante observar que 7 das 10 principais empresas do ranking de 2020 são empresas de software B2B (incluindo a No. 1 ServiceNow) e tiveram seus resultados alavancados nesse ano onde a vida das pessoas migrou para o digital. Vale a pena mergulhar nesse universo e entender o que essas organizações estão fazendo para ter tanta resiliência e crescer mesmo em períodos de crise.


Outro elemento interessante é que você não vê na lista das TOP 10 empresas mega badaladas como a Microsoft, Facebook, Amazon, Google ou Apple. Entretanto, entre as TOP 10, alguns nomes mais conhecidos como o Spotify, Mercado Libre e Workday estão presentes.


2. A forma como o ranking é calculado. Diferente dos rankings tradicionais das 100, 500, 1.000 maiores empresas que mostram indicadores de resultados passados, a metodologia do "Future 50" contempla o futuro:


  • Parte da pontuação vem do potencial de mercado da empresa. Para chegar a esse resultado, considera-se tudo que pode gerar valor no futuro e exclui as soluções e ativos do modelo de negócios atual.

  • E o restante é calculado com base na capacidade da empresa de transformar esse potencial em valor real baseado em 4 categorias: Estratégia, Tecnologia e investimentos, Pessoas e Estrutura.


São empresas com maior capacidade de reinventar continuamente seus negócios e sustentar o crescimento de longo prazo. Empresas que não só sobrevivem às adversidades. Elas usam as adversidades para criar vantagem competitiva.

3. A performance dessas empresas. As 50 empresas no ranking do ano passado produziram um retorno para seus acionista de 71% desde a publicação do ranking contra 21% para o S&P 500 no mesmo período. Nem a pandemia conseguiu afetar o resultado dessas 50 empresas esse ano. Além de super o S&P500, o retorno de suas ações superou a NASDAQ.



4. A polarização do ranking. 80% do ranking é dividido entre EUA (ainda predominante, com 58% das empresas do ranking) e China (com 24% das empresas do ranking). Como são utilizadas apenas empresas com dados públicos, eu acredito que esse percentual de empresas da China aumentaria. Há muitas empresas na China gigantescas que não são listadas em bolsa.