O trabalho será mesmo híbrido daqui pra frente?



Já vemos em algumas organizações movimentos de retorno ao escritório. A maioria tem abraçado o trabalho híbrido como a solução para equilibrar os benefícios do trabalho virtual com as vantagens do trabalho presencial. Mas algumas começam a se deparar com alguns desafios para sustentar esse novo jeito de trabalhar daqui pra frente...


Um desses desafios é o exemplo da liderança.


Sabemos o peso que o comportamento da liderança tem em qualquer processo de transformação cultural. Sempre compartilho por aqui que cultura não é o que é falado. Não é o que está escrito. Cultura é o que é praticado no dia a dia da organização.


Quando os planos de retorno saírem do papel e se transformarem na vida real, as equipes vão olhar automaticamente para esses líderes. As equipes vão verificar como eles irão se comportar. Eles são a referência da cultura que a empresa vai, de fato, praticar. Caso esses líderes passem a valorizar direta ou indiretamente o trabalho presencial, as equipes naturalmente tenderão a adotar o mesmo comportamento.


Se as pessoas que trabalham virtualmente perceberem que não terão acesso a informação ou desenvolvimento na mesma velocidade de quem está trabalhando presencialmente, o resultado será o retorno massivo ao trabalho presencial.


O maior equívoco de processos de transformação é achar que seu sucesso depende apenas de um processo eficiente de comunicação.


Comunicação é fundamental, mas transformações não acontecem apenas por um processo de comunicação bem feito. Nas empresas, elas dependem, essencialmente, do quanto a liderança abraça essas mudanças e passa a praticar as novas atitudes e comportamentos em seu dia a dia com as equipes.


As pessoas percebem rapidamente quando o que está sendo falado é o que está de fato sendo praticado. Uma das chaves para essa jornada é o alinhamento da liderança em torno dos comportamentos e atitudes que a organização realmente vai praticar e valorizar daqui pra frente.


E para você? O trabalho híbrido é um caminho realmente sem volta? Será mesmo que nos próximos meses e em 2022 as empresas terão funcionários realmente trabalhando de forma híbrida?


Ou a tendência é que os líderes, aos poucos, vão promover o retorno ao trabalho presencial?


Que outros desafios vocês enxergam para que o trabalho seja, de fato, híbrido daqui pra frente?


 





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