Qual será o seu trabalho quando você tiver 60 anos?

Nos próximos anos, veremos a parcela da população com mais de 60 anos crescer de uma maneira como jamais vimos.


E é claro que, vivendo mais, a sua carreira também será mais longa. Mas, o fato é que muita gente ainda não está preparada para este cenário.


E você? Já sabe qual será o seu trabalho quando tiver 60 anos?



Em 2 de Setembro de 2013, a nadadora norte-americana de longas distâncias Diana Nyad conquistou uma façanha: ela foi a primeira pessoa no mundo a nadar de Cuba até a Flórida sem uma proteção contra o predador mais temido naquela região: os tubarões.


Foram surpreendentes 177 km de travessia! Para completar o trajeto, ela levou pouco mais de 54 horas. Além dos tubarões, o trajeto percorrido por Diana é conhecido pelo número gigantesco de águas-vivas que fazem verdadeiros estragos na pele de quem se arrisca a passar por ali sem proteção.


Porém, além de todos estes obstáculos impressionantes, há um detalhe adicional que torna a façanha de Diana ainda mais espetacular: ela conquistou este recorde com 64 anos de idade!


Olha ela aí na foto:



E o que é mais bacana: ao longo dos últimos 35 anos, ela tentou realizar esta travessia por 5 vezes. Na primeira tentativa, Diana tinha apenas 19 anos. E, com 64, em sua quinta e última tentativa, realizou o seu sonho. Incrível, não é mesmo?


É claro que o recorde descrito é um caso atípico e extremo, mas o fato de Diana ter conquistado este recorde aos 64 anos é, sem dúvida, emblemático. Há algumas décadas, quem iria imaginar que uma pessoa com esta idade conseguiria realizar um feito como esse?


Vivendo mais, a sua carreira será mais longa!


Nos próximos anos, veremos a parcela da população com mais de 65 anos crescer de uma maneira como jamais vimos. E é claro que, vivendo mais, a sua carreira também será mais longa. E muita gente não está preparada para este cenário.


Afinal, até bem pouco tempo uma pessoa com a idade da nadadora Diana (64 anos) era considerado como alguém totalmente fora do mercado.


Só para ter uma ideia do quanto estamos vivendo mais, até o ano de 1900 a esperança de vida média da população brasileira mão ultrapassava 33 anos de idade. Ou seja, uma pessoa de 40 anos de idade era considerada idosa. O que mais reduzia a expectativa de vida naquela época era, principalmente, a alta mortalidade infantil.


Com os avanços na medicina, na disponibilidade de alimentos e no saneamento básico ocorrido durante o século XX, as taxas de mortalidade caíram de forma acelerada. À medida que a população foi obtendo acesso a tudo isso, as pessoas passaram a viver mais e melhor, aumentando a longevidade da população ao longo dos anos.


Entre 1960 e 2010, a expectativa de vida subiu 25 anos, passando de 48 anos de idade para 73 anos.


O número de idosos continuará a crescer


Como consequência do aumento da expectativa de vida, o número de idosos em todo o país, é claro, não para de crescer.


Segundo o IBGE, existem atualmente cerca de 15 milhões de pessoas com 65 anos ou mais no país (equivalente a 7,5% da população). Em 2030, esse número deve chegar a quase 25 milhões de pessoas! Em 2050, eles serão 18% da população, podendo chegar a até 27% de todos os brasileiros em 2060!


Um estudo da Universidade da Califórnia e Berkeley feito em 39 países mostrou que, em boa parte dos países desenvolvidos, 50% dos bebês nascidos em 2007 tendem a ultrapassar os 100 anos.


Oldest age at which 50% of babies born in 2007

are predicted to still be alive.

Até 2100, a população mundial com 65 anos deve chegar a 22,3% do total. Atualmente, eles representam 8,5% dos 7,6 bilhões de habitantes do planeta.


Então, quais são as alternativas?


Independente se você vai viver até 90 ou 100 anos de idade, não é necessário ser um gênio da matemática para concluir que você vai precisar de uma boa estratégia para viver bem até o final da sua vida.


Há diversas opções mas, basicamente, você vai ter que optar por, pelo menos, um dos três caminhos abaixo:


1) Construir uma carreira que permita que você trabalhe por mais tempo.


2) Guardar uma parte significativa de sua renda em toda a sua vida útil para o momento em que você não tiver mais condições de trabalhar.


3) Considerar maneiras de reduzir o seu consumo e viver de forma mais simples.


Adaptar-se a uma força de trabalho com uma média de idade mais elevada será um dos grandes temas para as empresas, para os governos e para as pessoas nos próximos anos.


Ainda são poucas as empresas que possuem políticas e programas para aproveitar a experiência dos mais velhos. Ou que criam estratégias para lidar com carreiras que serão mais longas. Tudo isso certamente vai gerar impactos na forma com que as empresas recrutam, engajam, desenvolvem e remuneram seus talentos.


Por parte dos governos, haverá impactos nos gastos em saúde e previdência.. As idades de aposentadoria no INSS tendem a aumentar e os benefícios devem ser cada vez menores... Se é que ainda exisitirá INSS em alguns anos. O modelo de gestão precisará ser ultra eficiente para lidar com eses desafios.


E as pessoas precisarão despertar para este momento de mudança.


Não podemos nos basear na geração de nossos pais. Esta mudança no modelo mental deve começar em cada um de nós.


Afinal, para continuar seguindo a sua trajetória de sucesso profissional nos próximos anos, você terá que desenvolver novas habilidades que o mercado e as organizações irão demandar das pessoas no futuro.


Ao viver mais, a sua carreira será mais longa. E você precisará desenvolver caminhos profissionais que lhe proporcionem propósito, saúde, satisfação e recursos financeiros para viver mais e melhor.


Se você tiver mais interesse sobre o assunto, saiu um livro muito bacana da Lynda Gratton que vale super a pena ler: The 100-Year Life (disponível apenas em inglês por enquanto).


E você? Já sabe o que você vai ser quando tiver 60 anos?


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