Uma visão ampliada sobre o papel do RH nas organizações




É super comum ouvirmos que o papel do RH é cuidar das pessoas na organização. Isso é verdade. Mas a pergunta é: será que isso é missão só do RH? Será que a forma como a sua empresa (e não só o RH) cuida das pessoas hoje é a maneira mais eficiente?


Qual o papel dos líderes? Qual o papel de cada profissional nesse processo?


O que significa cuidar das pessoas na sua organização? É claro que há diferentes abordagens e cada empresa escolhe a estratégia que melhor combina com a cultura que deseja desenvolver.


Compartilho com vocês a minha percepção. Essa percepção traz uma visão de mais de duas décadas atuando na área realizando processos de transformação organizacional. Uma percepção que considera também a atuação de Líderes e Profissionais de RH que têm gerado grande impacto no engajamento das pessoas e nos resultados das empresas onde atuam.


Como já compartilhei por aqui em outro post, O RH é e continuará sendo uma área que vai sempre estar associada às Pessoas. Isso é algo que não pode ser deixado de lado. Ao contrário: deve ser valorizado, até porque tudo que é feito em uma empresa é feito pelas pessoas!

Porém, nos últimos anos fui percebendo que há muitas vezes duas situações:


1. Uma “regra“ implícita de que esse cuidado é responsabilidade exclusiva do RH. Ou seja, qualquer problema relacionado a pessoas é delegada para o RH.


2. E a outra situação de que esse cuidado é focado muito em cada indivíduo. Muitas vezes, uma abordagem mais organizacional não e levada em consideração.


É claro que o RH precisa cuidar das pessoas. Mas seu impacto nesse "cuidar” pode ser ainda maior quando a área vai além e desenvolve uma visão mais ampla do seu impacto nas pessoas e na organização.

É claro que a abordagem mais individual continuará ocorrendo. Sempre vão existir necessidades específicas e até emergenciais.


Mas existe uma oportunidade gigantesca para qualquer líder ou profissional de RH que queira gerar ainda mais alcance e impacto com suas ações.


Suas ações têm muito mais intensidade e impacto quando o RH cria estratégias, modelos e processos para que o engajamento aconteça no dia a dia das equipes - sem a necessidade da presença física do RH a todo momento.


É sobre desenvolver na liderança das diferentes áreas a capacidade de equilibrar os resultados que o negócio precisa com esse cuidado com as pessoas. Afinal, quanto mais as pessoas estejam engajadas e comprometidas, maiores as chances dos resultados serem ainda melhores.


É sobre compartilhar esse compromisso do cuidado e da colaboração com líderes e equipes. É sobre desenvolver, em todos os níveis na organização, uma cultura que permita que isso aconteça mesmo sem o RH presente fisicamente.


Ou seja: é sobre pensar todos os processos do RH de uma forma para que isso aconteça sem depender diretamente do RH. É contra intuitivo, mas no final das contas, a missão do RH é desenvolver uma cultura na empresa onde a felicidade e o engajamento das pessoas não dependam apenas do RH.


O RH é o grande arquiteto da conexão entre o foco em pessoas e o foco em resultados. É esse equilíbrio entre as duas abordagens que faz a magia acontecer em uma empresa.


Todos os processos, modelos e estratégias que o RH desenvolve precisam ser desenhados em torno desse objetivo. O RH precisa fazer o seu papel para que a empresa consiga atrair, desenvolver e engajar talentos que vão transformar a visão da empresa em realidade.


Necessidades pontuais sempre vão existir.

Líderes que não lideram.

Equipes disfuncionais.

Profissionais de baixa performance.


Sempre haverá desafios específicos que vão demandar a atuação do RH.

E isso sempre precisará acontecer.


Atuar apenas em demandas individuais a todo momento pode dar uma percepção de que o RH esteja cumprindo muito bem o seu papel. Mas, na verdade, pode ser que apenas estejam apagando incêndios sem realizar as transformações para que as equipes e seus líderes tenham a maturidade, autonomia e protagonismo para desenvolver essa cultura.


Isso precisa ser praticado em cada reunião na empresa.

Em cada interação dos seus líderes com seus pares e outras áreas.

No estilo de comunicação.

Na forma como as decisões são tomadas.

No perfil de profissionais que são contratados.

Em quem é promovido.


O cuidado com as pessoas está sendo considerando nessas e tantas outras situações na sua organização?


Como já falei aqui: o RH é e continuará sendo uma área que vai sempre estar associada às Pessoas. Isso é algo que não pode ser deixado de lado. Ao contrário: deve ser valorizado, até porque tudo que é feito em uma empresa é feito pelas pessoas!


Mas não é missão apenas do RH.

Precisa fazer parte do DNA da empresa.

Precisa fazer parte dos rituais e forma de atuar de todas os profissionais que atuam na empresa.


Dessa forma, todos na empresa se tornam guardiões e embaixadores dessa cultura de cuidado com as pessoas.


Quando a organização consegue cuidar das pessoas sem a intervenção do RH é porque o RH está cumprindo muito bem o seu papel para os desafios do presente. E consegue, assim, desenvolver novas estratégias para que esse cuidado e engajamento permaneçam - mesmo diante das transformações no negócio e no mercado nos próximos anos.

 

Se você curtiu desse post, você também vai gostar desses:


Conheça o maior gap do RH - de acordo com o próprio RH.

Clique aqui para acessar o post.


Seu RH atua como um RH do Século XX ou no Século XXI?

Clique aqui para acessar o post.


Um novo RH para uma nova era

Clique aqui para acessar o post.

 

Saiba como ajudamos nossos clientes em processos de transformação da atuação do RH!



0 comentário

FALE CONOSCO

Obrigado pelo envio!