Contratar olhando para o passado ou para o futuro?

Com mudanças tão grandes acontecendo no mundo, vale a pena continuar contratando profissionais da mesma forma que fazemos há tantos anos?



Recebemos e analisamos os currículos.

Conversamos com os potenciais candidatos sobre o que a pessoa fez, sua história profissional, seus resultados...

Focamos toda a conversa no que a pessoa fez.

Falamos mais sobre o passado.


E falamos pouco, muito pouco sobre o futuro.

Falamos pouco sobre o potencial daquele profissional.

Daquele talento que nunca ninguém descobriu.

Sobre as competências que a pessoa já está desenvolvendo e que serão importantes para o seu negócio.

Da sua capacidade em desenvolver novas competências.


Ou da sua visão de futuro sobre a sua empresa.

Sobre o segmento em que a sua empresa atua.

E, principalmente, de que forma essa pessoa irá resolver alguns dos desafios que a sua organização terá no futuro.


Não podemos achar que olhar o que a pessoa fez nas suas experiências anteriores não seja importante. É super importante.


Mas olhar apenas para o presente e para o passado (normalmente o que reflete o currículo) é insuficiente para capturar todo o potencial e possibilidades de um profissional. Limita a nossa visão.


Em especial em um mundo onde tudo muda muito rapidamente.


No cenário que vivemos hoje, é muito mais importante contar com profissionais que tenham a capacidade de aprender MUITO rápido. Até porque as Universidades não estão mais dando conta de formar profissionais para para a Era Digital.


Eu já contratei muita gente que não tinha os requisitos tradicionais para ocupar alguns cargos. Pessoas que não tinham exatamente a experiência. Que nunca tinham trabalhado com aqueles desafios. Mas tinham coisas mais difíceis de encontrar:


Muito talento para aquela posição (mesmo que a pessoa nem soubesse que tinha).

Muita garra para superar desafios.

Altíssima capacidade de aprender rápido.

E aquela vontade grande de fazer e acontecer.


Coisas que não são possíveis de identificar em um currículo.


E só dá para descobrir potencial e esse olhar para o futuro quando a entrevista formal se transforma em uma conversa genuína entre duas pessoas. Sem papo fake. Sem perguntas óbvias.