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O que o criador do Claude sabe sobre o futuro do seu trabalho

há 5 horas
3 min de leitura

Você sabe quem é Boris Cherny? Ele é nada mais nada menos que o cara que criou o Claude Code.


Recentemente, ele revelou em uma entrevista como ele organiza seu time hoje na Anthropic:


Dá o play nesse corte de 2 minutos.

E depois continuamos a reflexão.




Essa entrevista dele me fez coçar a cabeça:


"E se a IA estiver tornando os cargos que conhecemos hoje menos importantes?"


Calma. Não estou dizendo que amanhã não vão mais existir engenheiros, designers ou profissionais de produto.


A questão é outra. E talvez ela mostre um pouco do caminho que as empresas tendem a seguir em um futuro próximo...


Pensa comigo:


Durante décadas, a gente organizou o trabalho mais ou menos da mesma maneira:


  • Criamos cargos.

  • Dividimos as pessoas em áreas.

  • E definimos responsabilidades para cada função.


Um designer faz determinadas coisas.

Um engenheiro, outras.

Um profissional de produto, outras.


Isso fazia sentido porque cada profissão concentrava conhecimentos muito específicos.


A gente pensava de forma verticalizada e com pouca visão "cross" entre as áreas.

E esse sempre foi um dos principais desafios das grandes empresas: os silos de cada Diretoria, de cada Divisão e de cada Departamento...



Só que a gente vê a IA começando a mexer justamente nessa lógica.


Pensa em um profissional de produto em uma empresa, por exemplo, em uma empresa de tecnologia.

.

Tradicionalmente, esse cara de produto identifica um problema e passa a solução para um designer e um engenheiro. Daí, o designer cria o protótipo. E o engenheiro escreve o código.


Mas agora imagine que o profissional de produto consiga usar IA para criar um protótipo funcional (ou até escrever parte do código, como o Boris menciona no vídeo).


O designer também consegue prototipar e construir.

O engenheiro consegue atuar mais diretamente sobre produto e experiência.


As fronteiras começam a ficar menos claras.



E aí aparece uma pergunta:


Se diferentes profissionais conseguem fazer uma parte muito maior do trabalho, ainda faz sentido organizar a empresa da mesma maneira?

Talvez a mudança não seja simplesmente: “Todo mundo precisa aprender IA.”

Talvez o que a gente precisa mudar é a forma como o trabalho é dividido e organizado em uma empresa.


E talvez o futuro não seja o fim dos cargos. Talvez seja o fim dos cargos como principal unidade para organizar o trabalho.


Em vez de perguntar: “Qual é o cargo dessa pessoa?”


A gente pode começar a se perguntar: “Que contribuição essa pessoa consegue fazer para as soluções que a gente precisa criar?”


E isso não é apenas uma discussão de RH.

É uma discussão sobre como desenhar organizações.



É por isso que o caso da Anthropic é tão interessante.


A IA não está apenas mudando o que as pessoas fazem.

Ela pode estar mudando a própria forma como decidimos organizar o trabalho...


Como saber mais?

Já deu para perceber que tudo isso é muito novo nas organizações, né?


Por isso, tenho levado esses insights para as empresas através em palestras e mini-workshops,


São encontros que permitem que a gente consiga aprofundar mais sobre esses conceitos e aplicações para líderes que querem começar essa jornada nas suas áreas.


Se quiser realizar um papo desses com o seu time, acesse esse link ou me envie uma mensagem pelo Linkedin.


 

Sobre o autor



Ao longo de sua carreira, André atuou como Executivo de RH em posições globais e regionais em grandes empresas como Bayer, Monsanto, Coca-Cola Company, Newell Brands e Nokia.


Nessas organizações, liderou equipes e projetos de transformação na América Latina, EUA, Europa, Oriente Médio e Ásia.

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É "Future Thinker" pelo Institute for the Future no Vale do Silício (EUA) e é Master Trainer da StrategyTools na Noruega.

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