O que o criador do Claude sabe sobre o futuro do seu trabalho

Você sabe quem é Boris Cherny? Ele é nada mais nada menos que o cara que criou o Claude Code.
Recentemente, ele revelou em uma entrevista como ele organiza seu time hoje na Anthropic:
Dá o play nesse corte de 2 minutos.
E depois continuamos a reflexão.
Essa entrevista dele me fez coçar a cabeça:
"E se a IA estiver tornando os cargos que conhecemos hoje menos importantes?"
Calma. Não estou dizendo que amanhã não vão mais existir engenheiros, designers ou profissionais de produto.
A questão é outra. E talvez ela mostre um pouco do caminho que as empresas tendem a seguir em um futuro próximo...
Pensa comigo:
Durante décadas, a gente organizou o trabalho mais ou menos da mesma maneira:
Criamos cargos.
Dividimos as pessoas em áreas.
E definimos responsabilidades para cada função.
Um designer faz determinadas coisas.
Um engenheiro, outras.
Um profissional de produto, outras.
Isso fazia sentido porque cada profissão concentrava conhecimentos muito específicos.
A gente pensava de forma verticalizada e com pouca visão "cross" entre as áreas.
E esse sempre foi um dos principais desafios das grandes empresas: os silos de cada Diretoria, de cada Divisão e de cada Departamento...

Só que a gente vê a IA começando a mexer justamente nessa lógica.
Pensa em um profissional de produto em uma empresa, por exemplo, em uma empresa de tecnologia.
.
Tradicionalmente, esse cara de produto identifica um problema e passa a solução para um designer e um engenheiro. Daí, o designer cria o protótipo. E o engenheiro escreve o código.
Mas agora imagine que o profissional de produto consiga usar IA para criar um protótipo funcional (ou até escrever parte do código, como o Boris menciona no vídeo).
O designer também consegue prototipar e construir.
O engenheiro consegue atuar mais diretamente sobre produto e experiência.
As fronteiras começam a ficar menos claras.

E aí aparece uma pergunta:
Se diferentes profissionais conseguem fazer uma parte muito maior do trabalho, ainda faz sentido organizar a empresa da mesma maneira?
Talvez a mudança não seja simplesmente: “Todo mundo precisa aprender IA.”
Talvez o que a gente precisa mudar é a forma como o trabalho é dividido e organizado em uma empresa.
E talvez o futuro não seja o fim dos cargos. Talvez seja o fim dos cargos como principal unidade para organizar o trabalho.
Em vez de perguntar: “Qual é o cargo dessa pessoa?”
A gente pode começar a se perguntar: “Que contribuição essa pessoa consegue fazer para as soluções que a gente precisa criar?”
E isso não é apenas uma discussão de RH.
É uma discussão sobre como desenhar organizações.

É por isso que o caso da Anthropic é tão interessante.
A IA não está apenas mudando o que as pessoas fazem.
Ela pode estar mudando a própria forma como decidimos organizar o trabalho...
Como saber mais?
Já deu para perceber que tudo isso é muito novo nas organizações, né?
Por isso, tenho levado esses insights para as empresas através em palestras e mini-workshops,
São encontros que permitem que a gente consiga aprofundar mais sobre esses conceitos e aplicações para líderes que querem começar essa jornada nas suas áreas.
Se quiser realizar um papo desses com o seu time, acesse esse link ou me envie uma mensagem pelo Linkedin.
Sobre o autor

André Souza é CEO da FUTURO S/A.
Ao longo de sua carreira, André atuou como Executivo de RH em posições globais e regionais em grandes empresas como Bayer, Monsanto, Coca-Cola Company, Newell Brands e Nokia.
Nessas organizações, liderou equipes e projetos de transformação na América Latina, EUA, Europa, Oriente Médio e Ásia.
É "Future Thinker" pelo Institute for the Future no Vale do Silício (EUA) e é Master Trainer da StrategyTools na Noruega.
Também é palestrante e autor de 4 livros sobre Cultura, RH, Estratégia e Tendências.



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