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7 coisas que mudam na sua carreira na era da IA.


Se você trabalha com conhecimento, provavelmente já sentiu que as regras do jogo mudaram nos últimos anos.


O quadro acima resume bem essa transição:


De um mundo onde o trabalho já vinha pronto e definido, para um mundo onde cada vez mais o profissional precisa criar, questionar e orquestrar soluções junto com a IA.

"Legal, André, mas como eu faço isso na prática?"

Essa é a primeira reação de quase todo mundo.


O quadro diz o quê precisa mudar, mas não entrega um manual de instruções.

E isso acontece porque realmente não existe um manual único.


Mas isso não me impede de dar algumas dicas...


Comece perguntando "por quê" antes de "como".

Antes de executar uma tarefa, pergunte-se qual o problema real que ela resolve e qual valor ela está gerando.

Isso já é o primeiro movimento de sair de executor para criador de soluções.


Use a IA como parceira de raciocínio, não só de execução.

Peça para ela questionar suas premissas, sugerir alternativas, apontar falhas e não apenas para gerar o texto ou a tabela final.


Documente problemas que você percebe, mesmo que ninguém tenha pedido.

Isso é o embrião de "criar trabalho" em vez de esperar que ele exista.


Você não consegue mudar isso da noite para o dia.

Precisa praticar e se tornar um hábito.


***

Outra coisa: o fato da sua empresa ainda funcionar no jeito "antigo" não significa que você está atrasado.

É possível que uma pessoa já esteja pensando e agindo do lado direito do quadro (criando soluções, questionando premissas) dentro de uma empresa que ainda opera do lado esquerdo (hierárquica, com funções fixas).


Isso pode gerar uma certa frustração para você no dia a dia, mas também pode ser uma vantagem.

Quem já desenvolver esse jeito de trabalhar chega mais preparado quando (ou se) a própria organização mudar.


***


Diplomas continuam sendo úteis como base e como sinalização para o mercado.
O que perde força é a ideia de que ter o diploma ou o certificado é suficiente.

Ah, e também não significa que fazer uma faculdade e ter certificados deixam de valer alguma coisa.


Continuam tendo valor... mas o valor muda de lugar.


Diplomas continuam sendo úteis como base e como sinalização para o mercado.

O que perde força é a ideia de que ter o diploma ou o certificado é suficiente.


A pergunta deixa de ser "o que eu sei?" e passa a ser "o que eu consigo fazer com o que sei, junto com as ferramentas disponíveis?".


Em qual lado dessa tabela você está hoje?


Essa talvez seja a pergunta mais útil de todas.

E é a única que só você pode responder.


Uma forma simples de se autoavaliar: escolha duas ou três linhas do quadro (por exemplo, "Pergunta Essencial" e "Como é avaliado") e escreva, com sinceridade, qual das duas colunas descreve melhor o seu dia a dia hoje.


Não existe resposta certa nem prazo oficial para "migrar de lado".

Mas ter clareza de onde você está é o primeiro passo antes de decidir para onde quer ir.


Um abraço e até a próxima!







Sobre o autor


André Souza é Fundador da FUTURO S/A.


Ao longo de sua carreira, André atuou como Executivo de RH em posições globais e regionais em grandes empresas como Bayer, Monsanto, Coca-Cola Company, Newell Brands e Nokia.


Nessas organizações, liderou equipes e projetos de transformação na América Latina, EUA, Europa, Oriente Médio e Ásia.

É formado em Administração pela UERJ e Mestre em Administração de Empresas pela PUC-Rio. Possui certificação internacional em "Futures Thinking" pelo Institute for the Future no Vale do Silício (EUA) e é Master Trainer pela StrategyTools na Noruega.



 
 
 

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