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Ninguém sai de um lugar onde enxerga futuro.

há 24 minutos
3 min de leitura

Quando alguém pede demissão "por uma oportunidade melhor", a pergunta não é pra onde essa pessoa vai.

É por que ficar não era uma oportunidade.


Olha a cena que se repete em quase toda empresa.


A pessoa chega na entrevista de desligamento e diz:

"Recebi uma proposta irrecusável."


Aó o RH anota:

"Motivo: oportunidade de mercado".


O Diretor comenta:

"Não tinha o que fazer, foi salário."


E no fim do ano, a planilha de desligamentos mostra que a maioria saiu por "oportunidade melhor".

Caso encerrado.


"Oportunidade melhor" virou o "não é você, sou eu" do mundo corporativo. 😂😂😂

Só que tem um detalhe...


Aquela proposta não caiu do céu numa terça-feira, né? Meses antes, essa pessoa já tinha começado atualizar o LinkedIn, a atender ligação de recrutador, aceitar aquele café "só pra conversar".


A proposta só entrou porque a porta já estava aberta.


E raramente alguém sai de um lugar onde está aprendendo, crescendo e sendo reconhecido.



É claro que as pessoas saem por salário.

Mas as pessoas saem principalmente quando param de enxergar o próprio futuro ali dentro.


Quando foi a última vez que ela pegou um projeto desafiador?

Quando ela teve uma conversa de verdade sobre carreira?

Quando ela viu um próximo passo claro?

Quando foi reconhecida por algo que fez?


Então a pergunta não é: "O que a outra empresa ofereceu?"

É: "O que a gente deixou de oferecer?"


Faz um exercício simples aí na sua empresa.


Pega as últimas cinco pessoas boas que saíram por "oportunidade melhor".


Pra cada uma, responde: 6 meses antes de sair, qual era o próximo passo dela aqui dentro?

Se você não sabe responder, provavelmente ela também não sabia, certo?


Toda empresa faz Entrevista de Saída.

Quantas vezes você já fez Entrevistas de "Permanência"?


O que é uma entrevista de permanência?


Em vez de perguntar por que a pessoa está saindo, você pergunta, enquanto ela ainda está aí trabalhando na sua empresa: "O que te faz ficar? E o que te faria sair?"



Cansei de fazer esse tipo pergunta em 1-1 com pessoas de dentro e fora dos meus times.


Mas você pode dizer: "André, às vezes é salário mesmo, e a gente não consegue competir."


Às vezes é. E muitas vezes realmente não dá pra competir (e nem deve dar, pra segurar todo mundo).


Mas salário costuma ser o motivo mais fácil de dizer, não o único.

Aprendizado, desafio, reconhecimento, um líder que se importa com o seu desenvolvimento.

Muitas dessas coisas custam pouco dinheiro.

Só custam um pouco mais de atenção.


Empresa comum descobre o que a pessoa queria na entrevista de desligamento.

Empresa que constrói o futuro descobre enquanto ela ainda está aqui.


Porque ninguém sai de um lugar onde enxerga futuro, certo?



Quer saber mais?


Essa estratégia da entrevista por permanência é uma técnica interessante para os líderes desenvolverem.


Mas essa é uma entre dezenas de outras estratégias que você pode considerar para resolver desafios de gestão de talentos.


Se você estiver enfrentando esse desafio na sua organização, entre em contato conosco.


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Sobre o autor


André Souza é Fundador da FUTURO S/A.


Ao longo de sua carreira, André atuou como Executivo de RH em posições globais e regionais em grandes empresas como Bayer, Monsanto, Coca-Cola Company, Newell Brands e Nokia.


Nessas organizações, liderou equipes e projetos de transformação na América Latina, EUA, Europa, Oriente Médio e Ásia.

É formado em Administração pela UERJ e Mestre em Administração de Empresas pela PUC-Rio. Possui certificação internacional em "Futures Thinking" pelo Institute for the Future no Vale do Silício (EUA) e é Master Trainer pela StrategyTools na Noruega.



 
 
 

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