Clima e Cultura não competem. Eles se complementam.
- André Souza
- há 1 dia
- 3 min de leitura

"Temos uma cultura ótima".
Às vezes, ouço essa frase nas empresas.
Mas Cultura e Clima são coisas diferentes.
Clima é uma fotografia do momento de uma empresa.
Cultura é a forma como as coisas são feitas, de forma mais profunda, no dia a dia.
Times podem estar felizes porque o ambiente é leve, acolhedor e sem pressão.
Isso é Clima.
Mas esse Clima positivo não garante que o jeito de trabalhar esteja impulsionando a estratégia.
Clima positivo nem sempre garante, por exemplo:
- foco no cliente;
- coesão das áreas e
- execução consistente.
Sua empresa certamente mede o clima.
Mas ela sabe medir cultura?
Essa é exatamente a etapa 4 da nossa Metodologia dos 4 Ds da Evolução Cultural.

Nessa etapa de dimensionar os resultados, utilizamos o Raio-X da Cultura para avaliar, de forma qualitativa e quantitativa, a evolução da cultura de uma organização.
O modelo parte de uma lógica diferente: ele não mede percepção.
Não é pesquisa de clima. Não é pesquisa de engajamento.
O Raio-X mede a capacidade de execução da estratégia e seus gaps.
Tendo clareza sobre quais são os gaps, o nosso foco com nossos cllientes passa a ser alinhar, ao longo do tempo, essas 3 culturas.

O que muda na conversa com o C-Level com o Raio-X da Evolução Cultural
O verdadeiro valor dessa abordagem não está nos relatórios.
Está na mudança de conversa que ela provoca.
Com dados na mesa, o C-Level para de debater se vale a pena investir em cultura.
O C-Level começa a debater o que fazer com os insights dos dados.
O RH para de definir orçamento de cultura com base em feeling.
Passa a apresentar resultados com base em evidência.
Em vez de investir em ações genéricas de cultura, a organização investe onde o impacto é calculado e comparável.
E o Conselho, que sempre soube que cultura importa mas nunca soube como colocar isso na agenda, finalmente tem uma linguagem numérica pra trabalhar com o tema.
Assim, cultura sai da sala do RH e entra de fato na agenda do C-Level e do Conselho.

Lembre-se sempre que cultura mal gerida não aparece de forma direta como número no balanço, mas impacta tudo que está dentro dele.
Cultura mal gerida se manifesta de formas silenciosas (e que podem ser fatais):
na estratégia que não sai do papel.
na lentidão de decisões críticas.
Em conflitos improdutivos que destroem valor.
na fuga dos talentos que a sua organização precisava.
Não medir cultura não significa que ela não está impactando o resultado. Significa que você está gerindo sem enxergar uma das maiores fontes de geração (ou de perda) de valor da empresa.
A longo prazo, uma estratégia pode ser copiada. Tecnologias podem ser compradas. Mas a cultura é o único ativo que uma empresa tem como diferencial. Tratá-la como algo subjetivo é um risco que o DRE, cedo ou tarde, vai cobrar o preço...
Cultura é o elo entre a estratégia e a alta performance.
Um abraço e até a próxima!

Sobre o autor
André Souza é Fundador da FUTURO S/A.
Ao longo de sua carreira, André atuou como Executivo de RH em posições globais e regionais em grandes empresas como Bayer, Monsanto, Coca-Cola Company, Newell Brands e Nokia.
Nessas organizações, liderou equipes e projetos de transformação na América Latina, EUA, Europa, Oriente Médio e Ásia.
É formado em Administração pela UERJ e Mestre em Administração de Empresas pela PUC-Rio. Possui certificação internacional em "Futures Thinking" pelo Institute for the Future no Vale do Silício (EUA) e é Master Trainer pela StrategyTools na Noruega.




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