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Porque o Pensamento Sistêmico será prioridade para as empresas na era da IA



A IA já sabe executar diversas tarefas.

O que ela não sabe conectar o impacto dessas tarefas nas outras áreas da empresa.


ISSO CONTINUA SENDO TRABALHO HUMANO.


Há mais de 30 anos, Peter Senge chamou essa habilidade de Pensamento Sistêmico, no já clássico livro "A Quinta Disciplina".

Mas, para começar: o que é o Pensamento Sistêmico?

É a capacidade de ver padrões escondidos numa situação. 

É identificar o efeito de uma decisão em outras áreas, nos clientes, na sociedade.





O Pensamento Sistêmico transformou a minha carreira

⮕ Quando eu migrei da área de Produtos para o RH, as interdependências e impacto do que o RH fazia (e também o que não fazia) ficaram claras.


⮕ Logo depois, quando empreendi pela 1a vez há muitos anos, vi como minhas decisões impactavam áreas e clientes.


⮕ Para completar, nessa época, estava fazendo um Mestrado, onde estudei profundamente os conceitos da Quinta Disciplina de Senge.


⮕ Quando retornei ao mundo corporativo, essa habilidade se tornou algo natural - e um diferencial super importante, pois permitia que eu tivesse interlocução fácil com todas as áreas e com os clientes da empresa.


Tudo isso gerou impactos super positivos nas empresas em que trabalhei:


☑️ Eu conseguia ir muito além da minha atuação em RH.


☑️ Conseguia enxergar o todo.


☑️ Conseguia entender os impactos das decisões no negócio.


☑️ Conseguia ver o impacto em diferentes áreas da empresa.


☑️ E ajudava a conectar diferentes áreas para resolver esses desafios.


Isso virou um super poder com os nossos clientes.

É uma das razões que conseguimos conectar tão facilmente ESTRATÉGIA + CULTURA + PESSOAS.


Uma Megatendência: veremos o termo Pensamento Sistêmico cada vez mais presente nas entrevistas de C-Levels e Artigos de Experts


Não é à toa que o Pensamento Sistêmico é algo que a gente vai ver sendo citado cada vez mais por executivos das grandes empresas.


Só para ter uma ideia: ouvi 3 podcasts essa semana em que essa habilidade foi citada.


Um deles era com a Elizabeth Stone, CTO da Netflix.

E outro era o Jensen Huang, Co-FUndador e CEO da NVIDIA.


Veja aqui um trecho do papo Elizabeth Stone, onde ela compartilha essa visão:



Um exercício simples para entender o Pensamento Sistêmico

Um exemplo bem simples para a gente entender o impacto do Pensamento Sistêmico:


Vamos dizer que o Financeiro corta o orçamento do Programa de Treinamento de Líderes para melhorar o resultado do trimestre. A decisão parece ótima e o Time Executivo aprova.

 

Mas alguns meses depois a empresa começa a ver alguns talentos deixando a empresa, queda de engajamento, queda de produtividade... 


E ninguém conecta isso à decisão que se tomou lá atrás.


Isso muda a forma como a gente toma decisões

Por exemplo: antes de atomar decisões é preciso entender:


“Quem mais vai sentir esse efeito e quando?

O que acontece depois, se eu resolver isso assim?" 


Ter agilidade na decisão hoje é super importante. Mas é ainda mais importante que essa decisão seja feita ENXERGANDO O IMPACTO NO TODO. E não apenas as necessidades de uma área.

O problema é que os #incentivos nas empresas ainda não premiam quem pensa assim.


Mas isso é papo para outro post...


E como funciona aí na sua Empresa?

O Pensamento Sistêmico já uma capacidade instalada?

Os líderes já praticam? Ou precisa ser desenvolvido?


O pensamento sistêmico é bem praticado na sua organização?

  • Sim, nossos líderes em geral já praticam bem no dia a dia.

  • Não, em geral, precisa ser mais desenvolvido.



Sobre o autor

André Souza é Fundador e CEO da FUTURO S/A, consultoria especializada em transformar a cultura, a estratégia e o RH de grandes empresas.

 

Ao longo de sua carreira, André atuou como Executivo de RH em posições globais e regionais em grandes empresas como Bayer, Monsanto, Coca-Cola, Newell Brands e Nokia.

Nessas empresas, liderou equipes e projeto de transformação na América Latina, EUA, Europa e Ásia.

É formado em Administração pela UERJ e Mestre em Administração de Empresas pela PUC-Rio.

Possui certificação internacional em "Futures Thinking" pelo Institute for the Future no Vale do Silício (EUA) e é Master Trainer pela StrategyTools na Noruega.




 
 
 

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