A pergunta que grandes empresas respondem antes de qualquer planejamento estratégico.
- André Souza
- há 3 dias
- 3 min de leitura

Toda empresa que saiu do nada e chegou ao topo compartilha algo em comum...
Elas não tinham mais dinheiro.
Não tinham mais tecnologia.
Não tinham mais talento.
Tinham algo mais raro: uma crença que criou uma vantagem que os concorrentes nunca conseguiram alcançar.
Por exemplo:
1) AMAZON
A CRENÇA: Conveniência e oferta ampla importam mais para o consumidor do que a experiência de tocar o produto antes de comprar. E a internet pode entregar isso de forma escalável.
RESULTADO: Uma empresa que começou vendendo livros construiu a maior plataforma de varejo do mundo e, depois, a maior infraestrutura de computação em nuvem.

2) NUBANK
A CRENÇA: A burocracia bancária brasileira é um produto dos bancos tradicionais. Eliminar essa complexidade é uma proposta de valor poderosa o suficiente para construir um banco do zero.
RESULTADO: O Nubank se tornou o maior banco digital do mundo em número de clientes, desafiando instituições com décadas de vantagem regulatória e tecnológica, por meio de uma simplicidade que os incumbentes não conseguiam replicar.
3) NETFLIX
A CRENÇA: As pessoas querem acesso irrestrito sem limite de horário, canal ou formato físico. E estão dispostas a pagar por isso.
RESULTADO: Uma empresa que começou enviando DVDs pelo correio reinventou a indústria de entretenimento 2 vezes (primeiro com streaming, depois com produção original).

Observe que às vezes essa crença parecia ingênua, prematura ou até um pouco arrogante...
Afinal, como a Amazon iria bater gigantes como a livraria Barnes & Nobles ou o Walmart numa época em que a Internet ainda estava engatinhando?
Como o Nubank ia conquistar clientes sem agência?
Como a Netflix ia disponibilizar milhares de filmes pagando apenas uma assinatura mensal?
Crença não é missão. Não é visão.
Crença não é uma missão.
Não é um valor.
Não é uma visão de futuro.
Crença é uma proposição sobre a realidade que a empresa está disposta a agir como se fosse verdade, mesmo antes de haver uma prova concreta de que seja realmente verdade.
É uma forma de ver o comportamento de um mercado que se torna distinta o suficiente para criar uma VANTAGEM COMPETITIVA clara.
Outro aprendizado importante: é nos momentos mais nebulosos que se abrem as melhores janelas de oportunidade.
Quanto menor o nível de certeza, MAIOR é a OPORTUNIDADE de se criar uma VANTAGEM COMPETITIVA.
A Uber entrou em mercados com:
regulamentação indefinida;
forte resistência de sindicatos;
dúvidas sobre adesão de motoristas e usuários.
Durante anos, a narrativa dominante era de conflito.
Mas era nesse ambiente nebuloso que o modelo conseguia crescer e se adaptar antes de ser totalmente compreendido.

Vivemos hoje esse mesmo cenário com a I.A.
Hoje, com empresas como OpenAI, Google e Anthropic, estamos vivendo esse mesmo tipo de momento:
impacto ainda difuso;
modelos de negócio em construção;
regulação em aberto;
aplicações mudando rapidamente...
Muita gente ainda está esperando “ficar mais claro”.
Historicamente, esse é exatamente o tipo de comportamento que reduz drasticamente a chance de construir vantagem.

3 perguntas importantes para você responder HOJE:
1. Qual é a crença da sua organização hoje?
Em que vocês acreditam sobre o seu mercado que a maioria ainda não enxerga?
2. Como você acredita que o seu setor vai funcionar daqui a 3 anos com a IA?
Em que você acredita com convicção para tomar decisões agora?
3. Como sua empresa vai se posicionar nesse novo cenário?
Qual é a aposta que define não só onde vocês querem chegar, mas quem vocês precisam ser para chegar lá?
Lembre-se: o que você acredita hoje sobre o seu mercado pode definir se sua empresa existirá amanhã.
Grande abraço e até a próxima!





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