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Cultura Organizacional: vale a pena varrer os problemas de cultura para debaixo do tapete?


No final da década de 80, a Kodak contratou a futurista Faith Popcorn para compartilhar com o Time de Liderança da empresa a sua visão sobre o futuro dos filmes fotográficos.


Com base em pesquisas da época, a futurista fez a apresentação à Kodak. E concluiu que o futuro da fotografia seria DIGITAL.

A resposta dos líderes da Kodak foi muito interessante:


Não foi isso que perguntamos a você.

Queríamos saber o futuro dos filmes fotográficos.


Abruptamente, eles lhe pediram para encerrar a apresentação e finalizaram a reunião.



Essa história ilustra bem a reação de alguns líderes em determinadas etapas de nossos projetos de transformação cultural.


Uma das primeiras etapas que realizamos nessa jornada é o mapeamento dessa cultura.


Após uma série de pesquisas, assessments, entrevistas e grupos focais, apresentamos um diagnóstico do verdadeiro DNA da empresa.

Esse diagnóstico não contempla apenas o lado positivo da cultura.


Ele apresenta também os elementos que bloqueiam o sucesso da empresa. Sim, aqueles elementos que ninguém gosta de falar (ou que são pontos cegos), mas que estão lá presentes no dia a dia da empresa.


É nesse momento que a reação de alguns líderes se parece muito com a que os líderes da Kodak tiveram.


Alguns entram em negação ao descobrirem que o DNA da empresa não é exatamente aquela lista de valores que está no site e nas apresentações no Powerpoint...


Outros ficam atônitos ao conhecer comportamentos que são amplamente praticados na empresa, mas que são verdadeiros bloqueadores da sua estratégia.


Da mesma forma que a Kodak preferiu negar uma tendência, esses líderes acabam cometendo um erro semelhante. Preferem focar apenas nos elementos positivos de todo o diagnóstico e não dar tanta atenção aos elementos negativos. Acabam varrendo os problemas para debaixo do tapete.

Negar a realidade é uma escolha. Mas como vimos no caso da Kodak, nem sempre essa será a melhor escolha para a empresa.


Comprometer-se a encarar os desafios de frente e liderar essa jornada é o primeiro passo para a transformação.


Sem isso a transformação cultural simplesmente não acontece.


Um abraço e até a próxima.




 

Conheça os 4 Ds da Transformação Cultural da FUTURO S/A


 

Sobre o autor


André Souza é fundador da FUTURO S/A, empresa que ajuda organizações a acelerar transformações estratégicas e culturais.


Nos últimos 20 anos, André atuou como Executivo de RH liderando equipes e projetos na América Latina, EUA e Europa em grandes organizações como Bayer, Monsanto, Coca-Cola Company, Newell Brands & Nokia.


André é formado em Administração pela UERJ e Mestre Acadêmico em Administração de Empresas pela PUC-Rio. Além disso, possui Certificação Internacional em “Futures Thinking & Foresight” pelo Institute for the Future em Palo Alto, na Califórnia (EUA).


André é autor de 3 livros:




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