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O que é realmente inegociável na sua empresa?


O desalinhamento entre o discurso e a prática é o erro mais caro da gestão...


Aqui na FUTURO S/A, somos frequentemente chamados para 'corrigir a rota' de projetos que, após meses de investimento e energia, simplesmente não saíram do papel. 


Os erros são quase sempre os mesmos:


1️⃣ A prática de comportamentos opostos ao que está escrito (sem que nada aconteça com quem faz isso).


2️⃣ A tentativa de implementar uma cultura sem antes ter clareza do que é realmente POSSÍVEL mudar naquela organização.



Mudanças de comportamento (sobretudo nos níveis mais sêniores) demandam uma necessidade clara e conectada aos desafios do negócio. 


E todo novo padrão precisa ser acordado como 'inegociável' no C-Level. 

Caso contrário, o projeto perde a credibilidade em tempo recorde.


Isso foi o que rolou na Microsoft quando o Satya Nadella assumiu como CEO em 2014.


Ali a transformação foi grande e só aconteceu por necessidade extrema de reinvenção do negócio. Veja abaixo o cartoon de Manu Cornet satirizando a Cultura da Microsoft antes de Nadella assumir a posição de CEO.




Quando essa conexão entre ESTRATÉGIA e CULTURA não acontecem de forma clara, iniciativas de evolução ou transformação cultural evaporam porque a liderança, embora pareça 'alinhada' nos workshops, não sustenta os novos comportamentos no calor do dia a dia. 


E é aí que a Cultura real da empresa aparece. É aí que o que é realmente inegociável se revela.


Muitas vezes, falta a coragem de assumir a real cultura da empresa. 


A Apple sob Steve Jobs, por exemplo, é um caso clássico de cultura movida pelo perfeccionismo.


O conceito interno chamado de DRI (Directly Responsible Individual) coloca um peso enorme sobre indivíduos específicos, que são pessoalmente responsabilizados por cada detalhe de um projeto.


Não há espaço para "foi culpa do time".


A cultura também é marcada por um sigilo extremo, onde equipes inteiras trabalham em projetos sem saber o que outras equipes estão fazendo, o que gera isolamento e paranoia.


O resultado, porém, é uma das marcas mais valiosas da história, com produtos que definiram categorias inteiras como o iPhone, o Mac e o iPad.



Já vi empresas que estampavam 'Foco no Cliente' em suas paredes, mas, na prática, quem era promovido era quem batia a meta a qualquer custo, mesmo atropelando a experiência do cliente. 


O 'Foco em Resultados' era a cultura real, mas ele não estava descrito no "Guia de Cultura".


Esse desalinhamento gera um retrabalho que exaure a organização e descredibiliza a conexão entre cultura e resultados de negócio. 


Além da perda de tempo e dinheiro em todo o projeto, no final das contas, o custo real é a perda da capacidade de execução. 


Afinal, uma empresa que não pratica o que está escrito vai perder credibilidade e engajamento das pessoas, não vai atrair quem deveria atrair e vai provavelmente perder seus melhores talentos.

É preciso ir fundo no que a empresa realmente pratica e reconhece. E, principalmente: NO QUE FUNDADORES E EXECUTIVOS ESTÃO REALMENTE DISPOSTOS A MUDAR. 


Afinal, um trabalho de Cultura só vale a pena se ela se tornar o verdadeiro motor de crescimento da sua empresa.


Cultura não é um projeto de RH. É um compromisso de gestão. 


Se o seu projeto de cultura parece estar 'andando de lado' ou gerando retrabalho, talvez seja hora de olhar para o que é realmente inegociável no seu C-Level. 


E você? Já passou por uma situação parecida?

Você já viveu essa desconexão entre o que a empresa "diz ser" e o que ela "realmente reconhece"?

Como você lidou com esse abismo?


E você? Já passou por uma situação parecida? Você já viveu essa desconexão entre o que a empresa "diz ser" e o que ela "realmente reconhece"?

  • Sim, já passei por isso...

  • Não, nunca passei por isso.



Sobre o Autor



André Souza é fundador e CEO da FUTURO S/A, consultoria que ajuda a realizar transformações na cultura, na estratégia e no RH de grandes empresas.


Ao longo de sua carreira, André atuou como Executivo de RH liderando equipes e projetos na América Latina, EUA e Europa em grandes organizações como Bayer, Monsanto, Coca-Cola Company, Newell Brands & Nokia.


André é formado em Administração pela UERJ e Mestre Acadêmico em Administração de Empresas pela PUC-Rio.


Além disso, possui certificação internacional como Master Trainer da StrategyTools na Noruega e em “Futures Thinking & Foresight” pelo Institute for the Future em Palo Alto, na Califórnia (EUA);


André é autor de 4 livros:


FUTURO S/A (esgotado)



 
 
 

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